Autopublicação ou editora: como escolher sem se arrepender
Os três caminhos funcionam, e nenhum serve para todo autor. A diferença está em quem paga, quem decide e quem assume o risco.
Autopublicação ou editora: como escolher sem se arrepender
Existem três caminhos para publicar no Brasil, e a confusão entre eles é a maior fonte de frustração do autor estreante. Os três funcionam. Nenhum serve para todo mundo.
Os três modelos
**Autopublicação.** Você contrata cada serviço separadamente, ou faz o que sabe fazer, e publica no seu nome. Decide tudo e paga tudo. É o caminho mais barato em dinheiro e o mais caro em tempo e em coordenação: você vira o gerente do projeto.
**Editora tradicional.** A editora investe na obra, assume o risco e paga royalties ao autor. Ela decide capa, título, tiragem e prazo. É o caminho mais difícil de entrar: as grandes recebem muito mais originais do que publicam, e a seleção olha potencial comercial antes de qualquer outra coisa.
**Editora com serviços editoriais.** O autor investe na produção e a editora entrega o processo completo, com equipe e responsabilidade técnica. O autor mantém a decisão final e a propriedade da obra. É o modelo da Editora Alma, e é onde cabe a maior parte dos autores que já têm público, método ou história própria.
A comparação que importa
| Autopublicação | Editora tradicional | Editora com serviços | |
|---|---|---|---|
| Quem paga a produção | O autor | A editora | O autor |
| Quem decide capa e título | O autor | A editora | O autor, com orientação técnica |
| Quem coordena as etapas | O autor | A editora | A editora |
| Quanto o autor recebe por venda | O máximo | Royalties sobre o preço | O máximo, menos custos de venda |
| Prazo até publicar | Depende do autor | Longo, com fila | Previsível, com cronograma |
| Dificuldade de entrada | Nenhuma | Alta | Análise da obra |
| Risco financeiro | Do autor | Da editora | Do autor |
Como escolher
Responda a três perguntas, nesta ordem.
- Você quer decidir, ou quer que alguém decida por você? Autor que não aceita perder a palavra final sobre o título não é caso de editora tradicional
- Você tem tempo para coordenar oito fornecedores, ou prefere pagar para alguém coordenar? Essa é a diferença real entre autopublicar e contratar uma editora
- O livro é um fim ou um meio? Quem usa o livro para abrir palestras, consultoria ou autoridade precisa de data previsível, e fila de editora não dá data
Sinais de alerta em qualquer modelo
A parte desagradável e necessária: existe quem cobre caro para entregar pouco. O que acender a luz amarela, independentemente do nome que a empresa usa:
- Promessa de vendas, de ranking em loja ou de "virar best-seller"
- Proposta fechada sem ninguém ter lido o seu original
- Contrato sem prazo de entrega, sem escopo item por item e sem o que acontece se atrasar
- Pacote sem leitura crítica, pulando direto para a revisão
- Capa escolhida em catálogo de modelos
- Arquivos finais que não ficam com você no fim do projeto
- Pressa para assinar, com desconto que vence amanhã
O que é igual nos três caminhos
ISBN e ficha catalográfica são obrigatórios em qualquer modelo, e o detalhe está em ISBN, ficha catalográfica e registro da obra. A qualidade do texto também não muda de modelo: nenhum dos três perdoa um original que não passou por leitura crítica.
E em todos eles a conta começa igual. O que compõe o custo está em quanto custa publicar um livro.
Se você ainda não sabe em qual dos três o seu livro cabe, monte a sua proposta na calculadora de orçamento do site e converse com a nossa equipe antes de decidir.
